A conselheira Susana Azevedo, do Tribunal de Contas do Estado (TCE/SE), dará início, já no próximo mês de maio, a uma série de reuniões públicas com o objetivo de discutir o déficit no sistema previdenciário sergipano.

Responsável pela análise das contas do Sergipeprevidência, Susana manifestou sua preocupação com o tema na sessão plenária desta quinta-feira, 28, quando propôs que o Tribunal conduza um processo de debate que una governantes, órgãos de fiscalização e representantes da sociedade civil organizada a fim de “identificar os problemas e apontar os caminhos para correção”.

“O Tribunal de Contas precisa, como protagonista do controle externo das contas públicas, cumprir sua missão constitucional e influir na adoção das medidas necessárias para que se encontre o equilíbrio da previdência em Sergipe”, enfatizou a conselheira, fazendo referência à situação vivenciada pelos aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro, onde o Governo ainda não efetuou o pagamento do mês de março.

Conforme Susana, é preciso que uma ação conjunta seja feita de imediato “para evitar que a alardeada crise na previdência de Sergipe atinja ponto tão grave”. Nesse sentido, serão convidados para as audiências representantes do Sergipeprevidência, da Secretaria de Estado de Planejamento, da Assembleia Legislativa, dos sindicatos de servidores públicos e de outras organizações da sociedade organizada, além do Ministério Público de Contas.

Ainda de acordo a conselheira, a equipe técnica da 1ª Coordenadoria de Controle e Inspeção (CCI), seguindo cronograma já previsto, irá desenvolver inspeções no Sergipeprevidência buscando alcançar e conhecer os eventuais problemas na gestão do sistema previdenciário sergipano.

A manifestação da conselheira foi embasada pelo procurador geral do Ministério Público de Contas, João Augusto Bandeira de Mello: “É um problema que pressiona muito o equilíbrio fiscal do nosso estado, uma despesa que consome cerca de 20% do nosso orçamento, então nos colocamos à disposição para contribuir no que for necessário”.

Já o conselheiro-presidente Clóvis Barbosa lembrou ter recebido recentemente em seu gabinete o diretor-presidente do Sergipeprevidência, Augusto Fábio de Oliveira, quando foi discutida a possibilidade de o Tribunal realizar auditoria na instituição.

Fonte: TCE

O Sergipeprevidência divulgou nesta quarta-feira, 17, o balanço das atividades realizadas em 2015. No levantamento, feito entre junho e dezembro do ano passado, foram recadastrados 5.266 segurados acima dos 65 anos em 20 municípios do interior sergipano, gerando uma economia anual de R$ 416.553,41. O que pode chegar a R$10.413.335,25 levando-se em consideração a média de 25 anos que um aposentado continua recebendo seus proventos. Estima-se que mais de 11 mil segurados estão na faixa etária do recenseamento.

Augusto Fábio, diretor-presidente da autarquia, evidencia a iniciativa como mais uma maneira de preservar o erário estadual. Para o diretor, o recadastramento garante maior transparência aos processos, economia de recursos e vantagens para o cidadão, que sabe que tem gente trabalhando para garantir os benefícios e a diminuição do déficit atuarial.

Doraide Alcântara, assistente social do Instituto, destaca que mudar a perspectiva da abordagem foi o ponto principal para o sucesso da operação. Montar stands locais, em parceria com as Prefeituras, agilizou todo o processo. “Antes, ou eles [aposentados] iam até a gente em Aracaju, ou tínhamos que ir, de casa em casa. Agora, eles são convocados por carta e comparecem ao endereço marcado com todos os documentos. Tudo muito mais rápido e prático para todos. Cinco minutos e estão recadastrados.”

Satisfação e respeito pelo servidor inativo

Em visita feita na semana passada ao município de Pacatuba, foi notória a satisfação dos beneficiários. Para Joventina Alves, de 73 anos, a ida do Instituto até ela foi providencial. “Depois que a idade chega e a juventude vai embora pra dar lugar às doenças, fica mais difícil ir até a capital ficar em dia com os documentos”, falou aliviada.

Este é o mesmo exemplo de Ederilda Santos, professora também aposentada do município. Com 68 anos e após sofrer um acidente aos 65, quando quebrou a perna em dois lugares e ficou debilitada, para ela cuidados são redobrados até para andar dentro da própria casa.

E o que estas duas histórias têm em comum? O respeito pelo aposentado e a preocupação do Sergipeprevidência em acolher seus segurados com maior atenção e comodidade.

As atividades serão finalizadas durante os meses de fevereiro, março, abril e maio deste ano nas cidades de Pacatuba, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Aracaju.

 

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