Do diagnóstico à superação: tudo é uma questão de paixão pela vida

10 de outubro de 2016 13:01. Atualizado há 7 anos.

“Eu me cuido muito. Sou vaidosa. AMO viver. Aí imagine que um dia você acorda, vai fazer seus exames de rotina e, quando sai o resultado, está lá o diagnóstico. Foi como se o chão tivesse se aberto sob meus pés.” Foi assim que Maria José Santana Oliveira, mais conhecida como Rose, funcionária pública do Estado há 30 anos, começou a contar uma das passagens mais emocionantes que hoje marcam o seu corpo, a sua existência e a vida de todos que estão ao seu redor.

O primeiro resultado foi no ano de 2008. Algo de estranho já era sentido, mas foi só na análise médica que a resposta veio definitiva: tumor maligno na mama direita. Porém, desde o momento que saiu do consultório, ela estava decidida a lutar. Reuniu a família, contou o que estava acontecendo e recebeu todo o apoio que eu precisava. Passou por 16 sessões de quimioterapia, o cabelo caiu, engordou alguns bons quilos, mas a auto estima abalada? Não, muito obrigada. Deixar o trabalho também? Nem pensar. “Tinha dias que eu estava mal e dava para perceber. Os remédios deixam a gente desse jeito, né? Foram mais de seis meses assim. Só que eu sempre cheguei aqui com um sorriso no rosto. Meu cabelo caiu, eu usei peruca e mega hair. Não escondi nada porque eu não queria fofoca e nem pena por parte de ninguém.”, relata ela com muito orgulho.

Neste meio tempo, Rose também não descuidou dos estudos e se formou em Ciências Contábeis, vindo a assumir a Diretoria Financeira do Instituto, à época. Com dedicação a cura veio. Para em 2011 retornar, como ela mesma diz, como mais uma provação divina. Outro exame de rotina, mais um diagnóstico e mais vontade ainda de vencer o câncer de mama. Desta vez foram duras sessões de radioterapia, até a decisão da mastectomia total e a colocação de uma prótese para a reconstrução do seio para a cura definitiva. Do diagnóstico à superação, para Maria José tudo é uma questão de paixão pela vida. Casada há 32 anos, com dois filhos e a chegada do seu primeiro neto em 2015, a alegria ficou completa. Além do amor pelo que faz, ela se considera uma mulher de sorte, de força, perseverança e fé.

Esta história poderia ter um final trágico, se não fosse a consciência do auto exame e dos exames de rotina, feitos periodicamente.

Dados em Sergipe

De acordo com informações o Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que 600 mil novos casos serão diagnosticados entre os anos de 2016 e 2017. Em Sergipe os dados registrados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) dão conta de 672 usuárias cadastradas entre janeiro e agosto deste ano que estão em tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).  Alguns dos fatores de risco são: idade, alterações hormonais, histórico familiar e fatores externos. Já os sintomas mais comuns são as lesões não palpáveis, diagnosticadas pela mamografia e nódulos que podem ser identificados no auto exame e clinicamente.

Para os casos positivos é preciso tratamento médico o quanto antes, com o encaminhamento da usuária do SUS para a atenção especializada.

 

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